Vi no Buzz, que já tinha pegue do Capinaremos

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2 Comentários

  1. José Augusto - de Mossoró em 22/ ago/ 2009

    A RESPOSTA DE SEU LUNGA
    Postado pelo Autor em 22/08/2009

    Quando aqui se aproxima
    O dia da eleição
    Todo político daqui
    Se veste de emoção
    Discursa o já discursado
    E pegue aperto de mão.

    As ruas todas percorrem
    Fazendo muita fuzarca
    Empurrando seus retratos
    Com seu jeito de monarca,
    De largo e falso sorriso
    Como sua melhor marca.

    E promete e repromete,
    Repromete tanto e tanto
    Que tem gente besta ainda
    Que vibra com tanto encanto
    Que por eles até briga,
    Chora e chama de meu santo.

    E o povo todo embriagado
    Com esse movimento
    Não percebe a diferença
    Entre Chico e Chico Bento;
    Não pensa com a razão,
    Pensa com o sentimento.

    Quem nunca teve valor
    Com valor agora anda,
    Corre pra cima e pra baixo
    Promovendo propaganda,
    Dizendo: – Nesse período
    A gente manda e desmanda.

    E Seu Lunga virou um,
    Um cidadão disputado
    De hora em hora aparece
    Visitas de todo lado
    De candidato risão
    E de partido safado.

    E numa dessas visitas
    Vi um político cupido
    De votos do cidadão
    Chegar todo comovido
    Ao comércio de Seu Lunga
    Seguido de seu partido.

    Foi se abrindo e dizendo:
    – Seu Lunga, como está tu?
    Respondeu Lunga na bucha:
    – Tô bem, não sei do tatu
    Que foi para Mossoró
    Turistar co’o cururu.

    Depois de ouvir falar
    Que lá caiu um cometa
    Fazendo um buraco só
    Deixando a coisa lá preta
    Desde o pé de Pé-Quente
    A ex-praça da Gazeta.

    Mas desapei, desapei…
    Vamos sentando doutor
    A casa daqui é pobre
    Prum doutor como o senhor,
    Mas desapei e se sente,
    Se sente aqui, faz favor.

    Disse o político risão:
    – Seu Lunga é com alegria
    E muita satisfação
    Que eu venho aqui nesse dia
    Visitar sua pessoa
    Que tem tanta simpatia.

    E como sabe o senhor
    Eu sou daqui candidato
    A prefeito do lugar,
    Ficaria muito grato
    Se o senhor votasse em mim
    E em meu filho Nonato.

    E Seu Lunga respondeu:
    – Eu já tenho em quem votar.
    Mala Veia insistiu
    E disse: – Pode cobrar
    Quanto quer pelo seu voto,
    Diga que eu posso pagar.

    Seu Lunga mudou de cor
    Igual um camaleão
    E disse: – Me respeite
    Filho da corrupção,
    Está pensando que eu sou
    Homem de variação.

    Seu Lunga, longe de mim
    Em querer lhe ofender,
    Eu só queria lhe dar
    Uma ajuda sem haver
    Pra mim qualquer vantagem
    Nem pro senhor um dever.
    ……………………….
    São 32 estrofes
    Postado por José Augusto em 22/08/2009.

    por José Augusto – Mossoró-RN 22/08/2009 at 16:20

  2. José Augusto - de Mossoró em 22/ ago/ 2009

    Postado pelo Autor e poeta
    José Augusto em 22/08/2009
    A PELEJA DE SEU LUNGA
    PRA NÃO SER IGNORANTE

    Pela Milena vez hoje
    Me perguntou meu vizinho:
    – Por que Seu Lunga, o senhor,
    Não dá um simples jeitinho
    E não deixa de ser tão
    Ignorante e certinho?

    Por que o senhor, Seu Lunga,
    Não para de ignorar
    E ignora essas perguntas
    Que lhes fazem sem parar?
    Sendo muitas vezes só,
    Somente pra lhe irritar.

    Seu Lunga, por que o senhor,
    Não arranca do seu peito
    Toda sua ignorância
    E joga ela de jeito
    Nas profundezas do mar
    E não mais fale a respeito.

    Por que o senhor, por quê;
    Não reza pra São Francisco,
    São José, Santa Luzia…
    E pede pra tirar o cisco
    Que é sua ignorância
    Na forma de um corisco?

    E se isso não resolver
    Seu Lunga reze pra Deus,
    Peça muita paciência
    Pra aturar esses abreus
    Que não deixa o senhor queito
    Feito um bando de ateus.

    Seu Lunga disse: – Zé Preto
    O senhor nem imagina
    O quanto eu venho lutando
    Pra me livrar dessa sina,
    Dessa sina que carrego
    Posta por gente malina.

    E quem pensa dessa forma
    Nem parece conhecer
    A minha grande vontade
    De nunca assim responder,
    Com qualquer ignorância,
    E qualquer um ofender.

    Quem me vê assim, Zé Preto,
    Nunca me viu remoendo,
    Remoendo pra esquecer
    Tudo que andam dizendo:
    O que eu fiz e nunca fiz,
    O que bebo e ando comendo.

    Zé Preto, se você visse
    O quanto vivo tentando
    Minha postura mudar
    E esquecer que estão falando
    Por todo canto de mim
    Não estava perguntando.

    Não nego que me deixei
    Ser levado por vaidade,
    Porém, nunca imaginei
    Que isso virasse maldade,
    Mexerico e desrespeito
    Sem nenhuma piedade.

    Zé Preto quando pensei
    Que estava de coração
    Curado pra não entrar,
    Não entrar em discussão
    Com ser humano qualquer
    Em qualquer situação…

    Chegou pela quarta vez
    O “mudo” cheio de prosa
    Um dia na minha venda
    Atrás de coisa melosa
    Que comeu outro dia
    Na casa de Dona Rosa.
    …………………..
    São 34 estrofes

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